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Mídia e Inteligência artificial: quais os desafios?


"A inteligência começa a gerar novas inteligências e isso assusta muitas pessoas”, define o pesquisador. Para ele, a escalada da inteligência artificial nesse momento acontece não por uma evolução no conceito em si.


Mas porque, agora, ela encontra um estágio de maturidade em aprendizado de máquina e um processamento de linguagem natural sofisticado – área que estuda problemas da geração e compreensão automática de línguas humanas.


Nesse estágio, a IA também passa a atender conhecimentos que vão para além do lógico matemático e invade outros contextos, como o visual, com a criação de imagens.


Um exemplo recente é a foto do Papa Francisco, autoridade máxima da Igreja Católica, vestindo uma jaqueta puffer. A imagem, que viralizou e foi compartilhada por muitos portais, foi criada pela ferramenta de inteligência artificial Midjourney.


Porém, apesar de ter ganhado a capacidade de criar, Michel Alcoforado, pesquisador, consultor e fundador da Consumoteca, defende que a repercussão que a imagem ganhou jamais seria possível sem um disparador humano. “Informação é uma abstração que só existe na mente humana”, explica. “O que nós temos como humanos e que nos será cobrado é a capacidade de pensar sobre pensar, articular conceitos”, afirma Alcoforado.


Profissionais de mídia

Com esse avanço na capacidade de criar, a inteligência artificial vem ganhando espaço e movimentando as agências. Segundo Carol Buzetto, cofundadora e CEO do WPP Media Service, a IA impacta todas as áreas das agências. No entanto, o maior impacto está nas áreas de dados e tecnologia.


“Ela te ajuda a tirar o dia a dia, que é o básico, e dá tempo para o pensamento crítico”, aponta a executiva.


Martin Zanlungo, head regional de mídia, precisão e conteúdo LATAM da Johnson&Johnson acrescenta: “Podemos concordar que nosso mundo e o trabalho são cada vez mais complexos. Os profissionais de mídia têm que encarar a automação como sócios”.


Por outro lado, existem desafios. “Meu receio é nós termos um gap de estratégia com a mudança de uma geração para outra”, afirma. “Você tem a banalização do dado para quem acha que isso é algo simples e o outro lado de achar que é algo inatingível”.


Fonte: Meio e Mensagem






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